sábado, 16 de maio de 2015

Crime continuado e transcontinental



Por Pedro César Batista
O mundo passivamente assiste ao êxodo do povo africano, mostrado nos telejornais como fosse um programa ao vivo de televisão, um big brother transcontinental. Os africanos fogem da destruição, da fome e da miséria impostas pelos países ricos, que, secularmente, exploram, saqueiam e matam povos. Buscaram mão de obra, tornando milhões de africanos escravos. Seguiram saqueando povos por todo o planeta, para isso instalaram ditaduras e títeres por todos os continentes.  Na África fizeram a política da terra arrasada, tendo recentemente destruído o Estado Líbio, transformando uma nação próspera e rica em um local onde mercenários e bandidos, financiados pelos países saqueadores, praticam massacres e saques sem nenhum controle. Sem falar do apartheid, que durante décadas, massacrou o povo sul africano, com o  mesmo argumento da raça pura usado por um chefe de um desses estados que se sustentam com butins. O mundo inteiro viu o genocídio em Ruanda, que deixou quase um milhão de mortos, sem nada fazer. Depois vão levar cestas básicas, remédios e fazerem cínicos discursos.
No Oriente Médio, no pós-guerra, usando o argumento que era para fazer justiça, os mesmos países ricos, iniciaram uma outra grande injustiça da história recente da humanidade, tomaram o território do povo palestino, tendo até o momento já ocupado mais de 90% das terras desse heroico povo,que apesar de massacrado (apenas na último ataque de Israel, mais de 1000 crianças foram assassinadas, sem falar nos adultos), resiste e defende seu direito de possuir seu estado, dignidade e ser respeitado. No Iraque, com mentiras, novamente, pois são contumazes nisso, destronaram essa nação, que vive agora sob o ataque do Estado Islâmico, um grupo terrorista, treinado, criado e financiado pelos EUA. O que importa é manter o povo sob ataque militar cerrado, destruindo identidades, culturas e, por todos os meios, tentando destruir o futuro desses povos.
Na América não foi diferente. Dizimaram os povos indígenas como se fossem animais, sem nenhuma pena, educando as crianças brancas transmitindo que os índios eram agressivos, violentos e preguiçosos. Na América Latina muitas etnias resistiram e resistem, bravamente, aos ataques que sofrem, como é o caso do Povo Guarani, no Mato Grosso, que chega ao ponto de ter que ver seus filhos se suicidarem por não terem esperança de um novo tempo, onde haja dignidade. Se os bandeirantes caçavam ouro e índios, agora os proprietários de terras, sócios dos ricos dos países mais poderosos, querem garantir suas riquezas e lucros a qualquer preço. Entre o sul, com os ataques ao Mapuches até a Guatemala, onde os descentes dos Maias sofrem constantes agressões e vivem explorados de forma cruel, os poucos ricos do planeta, assim como fazem no Oriente Médio e na África, seguem agindo da maneira mais covarde, desumana e violenta para seguir acumulando riquezas e propagando mentiras. No Brasil, vemos os jovens negros e moradores de perifeira sendo rechaçados de quaisquer oportunidades de viverem dignamente, a polícia os assassinando e parlamentares querendo reduzir a idade penal, mais uma mentira criminosa dos setores reacionários e criminosos.
Apesar de todos esses crimes impunes, praticados por Estados e serviçais, a mando dos donos do mundo, ainda há resistência e sonho, com povos,  comunidades, grupos e pessoas seguindo a caminhada do sol, espalhando luz e fogo, certos de que ainda haverá um novo amanhã, onde as crianças, sejam de que parte do mundo for, poderão viver em paz e sorrirem sem medo da fome ou das bombas e balas que têm alvo certo, o de tentar apagar o amanhã.
Ps:
- Fundamental não se esquecer da palavra de ordem do Manifesto Comunista, de Karl Marx: trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!
- Desenho de uma criança-prisioneira no campo de concentração nazista, em Theresienstadt – Tchecoslováquia.


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