quinta-feira, 22 de novembro de 2012

MINÉRIO, ENERGIA E AGRONEGÓCIO: É DO PARÁ!

Minério, Energia e Agronegócio. Eis o tripé da conjuntura política-econômica do país que seria merecedora de aplausos não fosse a falta de ecoeficiência. E por isso entendam desenvolvimento sem sustentabilidade, ou seja, o que a presidente Dilma Roussef quer é crescer a todo custo, não se importando com fauna, flora e povos indígenas.

A Amazônia é a principal peça dessa engrenagem que tem incentivo da Bancada Ruralista no Congresso Nacional, presidência do Senado na figura oligárquica do ex-presidente José Sarney, banqueiros como Daniel Dantas, dentre outros, e com respaldo de políticos daquela região. E até omissão de alguns, mas vale ressaltar que todos defendendo interesses próprios.

No Portal da Amazônia – Pará –, local onde se encontra a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a maior produtora de minério de ferro do mundo, políticos como o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) tentaram até fatiar o estado com a sua tripartição, tendo tentado dividi-lo em Pará, Carajás (aqui está a Vale) e Tapajós, neste último onde Dilma tem o projeto do complexo que leva seu nome com a construção das hidrelétricas de São Luiz e Jatobá.

O fracassado Plebiscito, realizado em dezembro passado, foi uma derrota para Giovanni Queiroz e aliados. O povo foi às urnas e disse não à campanha do SIM que teve como marqueteiro o amigo de Lulinha e de Daniel Dantas, o também latifundiário Duda Mendonça. O que percebemos é que houve uma revoada não do tucanato, mas de petistas latifundiários para o Pará, local onde coincidentemente todos são donos de latifúndios.

Enquanto o povo se preocupava com o Plebiscito, a presidente empurrava goela adentro a UH Belo Monte, na região de Altamira (PA), que tem por trás um projeto de mineração de ouro em parceria com a empresa canadense Belo Sun. E manobras são feitas como a portaria 303 da AGU, suspensa provisoriamente, e que prevê a mineração em terras indígenas sem consulta à população e nem a Funai.

VALE

Muito embora extensivo a outras regiões da Amazônia e do Brasil, o esboço de desenho do modelo desenvolvimentista Dilma Rousseff fica cada vez mais nítido no Pará. A Vale recebeu licença do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para expansão da Estrada de Ferro Carajás, que vai do território paraense até o terminal marítimo de Ponta da Madeira, no estado vizinho do Maranhão. O motivo da duplicação e, por conseguinte, de ainda mais desmatamento é permitir o escoamento do minério de ferro produzido na nova mina de Carajás. Ver link http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/11/19/vale-obtem-licenca-ambiental-para-expansao-da-estrada-de-ferro-carajas

Por Tereza Amaral com Amanda Macabeli

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