segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Assassino de João Carlos Batista é eliminado no Piaui. Impunidade garantida aos mandantes.

Por Pedro César Batista

A imprensa do norte e nordeste brasileiro noticiou hoje a morte, violenta, depois de receber 14 tiros, do assassino do deputado João Carlos Batista. Péricles Moreira, respondia a 38 acusações de assassinatos, entre as quais a de João Batista, tendo sido condenado a 28 anos de prisão. No livro João Batista, mártir da luta pela reforma agrária (Expressão Popular - 2008), relato a história desse assassino que foi o responsável por custear as despesas com a formação de seu irmão, o atual deputado Penaldo Jorge Moreira, do PSC piauiense.

Quando o Delegado da Polinter do Pará, Otacílio Mota, prendeu o assassino de Batista, em junho de 1991, a grande preocupação do bandido era saber "de que grupo o delegado fazia parte", conforme relato em meu livro. Durante sua transferência para Belém, o delegado Mota fez um voo via Fortaleza, evitando passar por São Luiz (MA), onde ocorria uma grande movimentação, envolvendo autoridades de vários níveis, para retirá-lo do avião a qualquer custo. Os vínculos desse assassino com setores policiais e autoridades sempre foram conhecidos e publicos. Apesar de responder a tantos crimes, com várias condenações, sempre conseguia ficar em liberdade.

Assim como foi morto, em uma emboscada em que recebeu 14 tiros, o outro assassino do deputado João Carlos Batista, Roberto Cirino, depois de preso, antes do julgamento, foi degolado, dentro da Penitenciária de Americano, no Pará. Nada foi desvendado sobre essa morte até hoje.

É uma limpeza geral entre bandidos. Eliminar assassinos assegura a impunidade dos mandantes, latinfudiários, parlamentares e outras autoridades, de vários poderes, que se sustentam há décadas graças a violência práticada por sicários contra os que ousam organizar o povo e defender a reforma agrária e a justiça social. A impunidade dos mandantes mais uma vez será garantida, assim como o silêncio definitivo do assassino.

Irmão de deputado do Maranhão é assassinado com 14 tiros no Piauí
13 de dezembro de 2010 às 11:37
Péricles Moreira, irmão do deputado Penaldon Jorge, foi executado em Teresina

O ex-presidiário Péricles Pinheiro Moreira, o "Pelha", de 45 anos, foi executado com 14 tiros por volta das 17h30 de sábado (11) em frente ao Parque de Exposição (Expoapi), localizado na BR-343, zona sudeste de Teresina, Piauí. "Pelha", natural de Pinheiro, era irmão do deputado Penaldon Jorge Moreira (PSC).

De acordo com informações da polícia, "Pelha", que vivia como caminhoneiro e motorista do empresário piauiense Marco Gago, estava na boleia de um caminhão com alguns trabalhadores na carroceria. Ele se preparava para descarregar alguns cavalos, quando foi interceptado por um Fiat Uno vermelho. Dois homens desceram e atiraram no irmão do deputado.

"Pelha" conseguiu descer da boleia e saiu correndo, mas foi seguido pelos atiradores, que o alcançaram, travaram luta e disparam mais tiros, atingindo-lhe na cabeça. Após o crime, os dois suspeitos fugiram no carro. A vítima morreu no local. A polícia acredita que o ex-presidiário tenha sido assinado em decorrência de um acerto de contas.

"Pelha", que responde a pelo menos 38 acusações de homicídios, ficou conhecido nacionalmente na década de 1980 após assassinar friamente o deputado paraense João Carlos Bastista (PSB). No dia 6 de dezembro de 1988, três horas depois de revelar na Assembleia Legislativa as ameaças recebidas por denunciar a violência praticada no campo, o deputado foi executado friamente diante de seus filhos e esposa, no centro de Belém, capital do Pará. O assassino ficou preso em Pedrinhas de onde fugiu várias vezes. De lá para cá se envolveu em diversos crimes e assaltos. Em julho do ano passado, ele foi preso acusado de participação na morte do pistoleiro Joaquim Lauristo.

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