sábado, 22 de agosto de 2009

Uma encruzilhada no tempo.

Cresce a indignação com as ações de muitos homens e mulheres públicos. Figuras que deveriam exercer funções públicas com integridade e ética atuam como verdadeioros gangsters na defesa de seus interesses privados. Defendem apenas seus negócios, usando a política para isso. Felizmente conquistamos a liberdade de nos mobilziar e denunciar esses larápios e corruptos.

Em um passado recente a ditadura impôs a violência e o arbítrio para impedir a participação popular na vida política do país. Para isso cassou direitos, fechou o congresso, reprimiu, prendeu, torturou e matou. Resistimos e reconquistamos as chamdas liberdades políticas. Conseguimos derrotar o atraso e a violência.

Decorrido poucos mais de duas décadas da redemocratização, o que verificamos? Figuras, como o ex-presidente do PDS (partido da ditadura), José Sarney, seu correligionário da época da ARENA, Paulo Maluf, o fundador da assassina UDR, Ronaldo Caiado, o criador de rãs e responsável por grandes fraudes, Jáder Barbalho, o ideólogo da economia da ditadura, Delfin Neto e tantas outras fuguras nefastas, ainda com poder dentro do Estado. Pior ainda é ver que estão de mãos dadas com muitos que foram perseguidos por eles naquele triste período. Homens nada públicos, com suas biografias repletas de falcatruas, insistem em se manter em cargos públicos.

Se houve, por um lado a perda do interesse pela política e a redução das mobilziações de ruas, pode-se ver o surgimento de muitos movimentos de contestação, levantando bandeiras e reivindicações de variados movimentos. Lutas pela reforma agrária, direito a moradia, saúde, educação, socioambientais, redução da jornada de trabalho, gêneros, contra corruptos em todos os poderes da república e inúmeras articulações pela internet. Uma quantidade enorme de ações, que, pulverizadas, não se articulam para defender questões comuns. Há apenas o encontro do Fórum Social Mundial que agrutina todos esses segmentos, mas cada um segue, sozinho, depois seu caminho.

Derrotamos ditaduras, por que não teremos a capacidade de reconquistar a unidade contra os mesmos que estão no poder, agora aliados a novos detentores, que dizem estar apenas no governo, mas se sustentam com alianças esdrúxulas e vergonhosas. Será que esta crise não é uma oportunidade histórica para resgatar o sonho de um mundo mais justo, um mundo onde a política seja a sua essência na defesa da dignidade humana? Será que não conseguiremos construir um Fórum Permanente para desenvolver ações unitárias e comuns na defesa da ética, da democracia e da justiça social?

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