sexta-feira, 21 de junho de 2019

Unidade é vital para derrotar o fascismo e a traição nacional



Pedro César Batista

Para enfrentar o retrocesso imposto pelas forças fascistas no Brasil é determinante a unidade das forças que defendem a preservação e o avanço dos direitos sociais. Esta é a única forma de enfrentar o obscurantismo, a violência e o fortalecimento das mentiras propagadas pelo governo Bolsonaro, com o apoio da grande imprensa, setores da burguesia, neopentecostais e militares. Uma ação pensada de fora para dentro do país.

Quem são e onde estão as forças progressistas? Quem defende o respeito à dignidade humana, a preservação e avanço dos direitos sociais, as garantias legais sociais e individuais, os direitos da classe trabalhadora e setores excluídos, as políticas de combate à miséria e são intransigentes na defesa da soberania nacional. Quem atua na defesa dessas garantias estão nos partidos verdadeiramente socialdemocratas, nas organizações e partidos de esquerda e socialistas, entre os ambientalistas, os cristãos autênticos, os militares e mesmo dentro da burguesia nacional.

Diante dos ataques em curso, torna-se fundamental a formulação de um programa mínimo, que assegure a defesa das liberdades políticas e individuais, a preservação da institucionalidade assegurada pelo Estado Democrático de Direito, afirmado na Constituição Federal de 1988, que garante o direito à previdência social, à greve, de manifestação, a função social da terra, à soberania nacional e do patrimônio público. A Constituição tem instrumentos que preserva a paz social, mesmo sabendo que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, entretanto, ela indica condições para avançar na construção da justiça social.

A unidade das forças progressistas deve ter como eixo o combate ao arbítrio em curso, realizar a denúncia da fraude eleitoral que foi a eleição presidencial de 2018, comprovada pelo conluio da Lava Lato, entre julgadores, promotores e o capital internacional, que causou prejuízos políticos, econômicos e tem desmoralizado o país perante o mundo. A eleição presidencial foi sustentada em mentiras, em financiamento internacional, na prisão ilegal de Lula e em uma articulação entre a mídia, setores da alta burguesia nacional com os sionistas de Israel e os EUA. É preciso exigir o imediato fim do atual governo, com a realização de novas eleições, o que somente ocorrerá com a mobilização de milhões de brasileiros, que devem estar unidos em torno do programa mínimo e que estejam dispostos a barrar o fascismo.

O povo brasileiro vive um momento de profunda contradição. O desemprego é um fantasma que ataca quase todos os lares das famílias trabalhadoras, ao mesmo tempo que Bolsonaro, Moro e os integrantes de uma organização de traição nacional continuam desenvolvendo ações para dividir a população, incentivam a violência, desrespeitam a Constituição Federal e mentem cinicamente, como se nada tivesse acontecendo, animados por uma mídia que esconde a realidade, incentiva o racismo, a homofobia, o machismo e o preconceito contra quem ousa lutar por direitos e pela dignidade.

As forças progressistas têm a responsabilidade de forjar a unidade entre si para dar um basta a este governo, que, em menos de um semestre, aprofunda o desmonte das políticas sociais, destrói a economia nacional e visa fazer do Brasil uma colônia dos EUA. A história mostra que sem a unidade das forças progressistas, os setores fascistas, sustentados sobre mentiras e com o uso da violência vencem o combate entre a dignidade e o obscurantismo. A guerra civil na Espanha mostrou no que pode resultar a divisão de quem busca a justiça social. E este é o objetivo dos fascistas, levar o país a uma guerra civil.

As contradições entre as forças que estão no governo, que representam a elite do atraso, como diz Jessé Souza, e a grande maioria da população, que usa o sistema único de saúde, a educação pública, vive da venda de seu trabalho e enfrenta diariamente as ameaças a sua sobrevivência e dignidade, aprofundam-se de maneira criminosa e proposital mais a cada dia.

Os setores populares que se deixam levar pelo fascismo, vítimas da política ultraliberal, financiada e apoiada por pastores, empresários inescrupulosos e pela mídia, somente serão esclarecidos quando ocorrer a verdadeira unidade entre os progressistas, mobilizando sindicatos, associações, movimentos, indivíduos esclarecidos, a academia e os partidos que não fazem parte do grupo de traição nacional.

A unidade para o combate contra o fascismo é a única condição para evitar que essas forças do atraso avancem em seu projeto já em curso.

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